sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Chevron deve receber multa milionária por vazamento no Brasil

Fonte: Valor Econômico/Por Cláudia Schüffner, Guilherme Seródio e Juliana Ennes | Do Rio
Sex, 18 de Novembro de 2011 07:43

A Chevron não deve escapar de uma multa milionária quando terminar a investigação sobre o vazamento de petróleo na área do campo Frade, na bacia de Campos. Magda Chambriard, diretora da Agência Nacional do Petróleo (ANP), disse que só é possível falar, no momento, em "multa potencial", cujo montante será proporcional à infração e à capacidade financeira da empresa, conforme prevê a legislação.

Continuam existindo divergências entre as estimativas da Chevron para o total de petróleo que chegou à superfície e as da ANP. Ontem, a Chevron divulgou uma nota estimando que a mancha causada pelo vazamento de óleo tem atualmente volume menor que 65 barris na superfície do oceano. Segundo a empresa, a mancha está localizada a cerca de 120 quilômetros do litoral e continua se afastando da costa.

A diretora da ANP explicou que inicialmente a empresa informou que vazavam entre meio e um barril por hora, o que se viu mais tarde ser um volume muito maior. Ontem, a autoridade informou que o vazamento chegou a ser de 200 a 330 barris por dia, bem mais do que a concessionária informou. E bem menos do que calculava ontem o blog americano SkyTruth, que informou o vazamento de 3.738 barris por dia. "O volume acenado por esse blog não corresponde à produtividade na área de Frade", explicou Magda.

O vazamento começou depois de um acidente durante a perfuração de um novo poço a 150 quilômetros da plataforma de Frade. Houve um escape descontrolado de gás ("kick" no jargão técnico) durante a injeção do fluido de perfuração pela plataforma semissubmersível Sedco706, da Transocean.

O equipamento para prevenção de explosões (BOP na sigla em inglês) funcionou, mas a manobra com o conjunto de válvulas afetou a circulação de lama no poço. Essa movimentação ativou uma fratura na rocha que se comunicava com o poço e surgiu uma fenda de aproximadamente 300 metros de extensão, por começou a vazar óleo.

Para o deputado federal José Sarney Filho (PV-MA), "a Chevron claramente omitiu informações" acerca do vazamento no campo de Frade. Presidente da Frente Parlamentar Ambientalista e ex-ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho afirmou que vai chamar a Chevron para prestar esclarecimentos em audiência pública na Comissão de Meio Ambiente da Câmara. O convite à empresa deve ser aprovado na próxima reunião da comissão, quarta-feira e, segundo o deputado, a Comissão de Minas e Energia da Câmara deve fazer o mesmo convite.

Sarney Filho e o deputado federal Doutor Aloísio (PV-RJ), que é membro da Comissão de Minas e Energia da Câmara, estiveram ontem em uma reunião com o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima. Sarney Filho solicitou a reunião por acreditar que "havia informações contraditórias sobre a quantidade de petróleo derramado e acerca dos locais e causas" do vazamento. Segundo ele, a ANP calcula o volume total do vazamento em 3.300 barris, cerca de 330 barris por dia. A ANP acredita que o vazamento começou segunda-feira, dia 7 de novembro. "De qualquer maneira, é muito acima do que a Chevron falou", disse o deputado.

As maiores multas por vazamentos de óleo no Brasil foram pagas pela Petrobras em 2000. A estatal foi multada em R$ 50 milhões pelo vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) na baía de Guanabara, até hoje considerado o maior acidente ambiental do país. No mesmo ano, a estatal foi multada em mais R$ 50 milhões por causa de novo acidente na Reduc.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Chevron afirma que vazamento de óleo está controlado

A Chevron Corp. afirmou nesta terça-feira (15/11) que o vazamento de óleo na área do campo de Frade, na Bacia de Campos (RJ), foi aparentemente contido, no primeiro sinal de progresso nas tentativas de deter o avanço do vazamento na região. Segundo comunicado da empresa norte-americana, um monitoramento mostrou uma "redução significativa" na quantidade de óleo que vazava numa fenda de solo oceânico.

O vazamento, revelado na quinta-feira passada, jorrou um volume estimado entre 400 e 650 barris por dia no mar da região, que fica a 370 quilômetros a nordeste do Rio de Janeiro. O comunicado é o primeiro sinal de que as tentativas da empresa de conter o vazamento estão dando certo. O governo iniciou um processo contra a empresa e disse que as perfurações no local provavelmente aumentaram a pressão na região onde o poço está localizado, provocando o vazamento.

O incidente deve aumentar o escrutínio sobre as operações de segurança para perfurações na costa, num momento em que o Brasil busca explorar novas e grandes reservas e se tornar um importante exportador de petróleo. Analistas dizem que ainda é cedo para dizer se o vazamento atrasaria a exploração de petróleo em águas profundas na região conhecida como pré-sal, que, estima-se, tenha mais de 50 bilhões de barris de petróleo. Os novos investimentos na camada do pré-sal estão estagnados devido a disputas sobre como distribuir os royalties de petróleo entre os estados brasileiros.
Link da Notícia Original: 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Chevron diz que começou a conter vazamento

O Globo, Economia

A petroleira americana Chevron informou ontem em nota que o petróleo que está vazando de rochas no fundo do mar, a cerca de 120 quilômetros da costa da cidade de Campos, apresenta "significativa redução". Foi o primeiro sinal de avanço no sentido de conter o vazamento de óleo no campo de Frade, na Bacia de Campos, iniciado na quarta-feira passada. Desde então, o óleo jorrado na superfície já formou uma mancha de mais de 160 quilômetros quadrados.
A mancha de óleo é estimada pela Chevron em um volume de até 650 barris. No entanto, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), que acompanha a operação, trabalha com um diagnóstico mais pessimista. O órgão estima que em torno de 200 a 330 barris de petróleo estejam vazando por dia. A mancha continua se movendo em direção ao alto-mar. Como o vazamento é distante dos poços produtores do campo do Frade, a produção de petróleo - de mais de 70 mil barris por dia - foi mantida.

domingo, 26 de junho de 2011

Ranking de risco indica países mais expostos a catástrofes naturais

 Fonte: Folha.com
Pequenas, idílicas e desprotegidas: Vanatu e Tonga, ilhas localizadas no Pacífico, são também os dois países mais expostos ao risco de acidentes naturais trazido pelas mudanças do clima. O dado consta no novo Relatório de Risco Mundial, um índice criado pelo Instituto de Meio Ambiente e Segurança Humana da Universidade das Nações Unidas, apresentando em Bonn na quarta-feira (15).
O estudo analisou 173 países e considerou aspectos ambientais e humanos, como exposição a catástrofes naturais provocadas pelo clima e vulnerabilidade social. O índice também avaliou fatores econômicos, assim como aspectos governamentais, todos considerados decisivos para evitar que um evento natural, como terremoto ou enchente, se transforme numa catástrofe.
Segundo o ranking, as Filipinas são o terceiro país com risco mais elevado. Já a ilha de Malta e o Catar aparecem como locais menos expostos ao perigo. Numa escala de cinco níveis que vai de risco “muito elevado” (grau 5) a “muito baixo” (grau 1), a situação no Brasil é tida como de pouco perigo – grau 4. Já os demais países da América Latina foram classificados como nações que oferecem risco “muito elevado” ou “elevado”.
O ranking do Relatório de Risco Mundial foi feito com base numa combinação de diferentes itens avaliados. Primeiramente, considera-se o quão expostos estão os países a uma ameaça natural: terremotos, tornados, inundações, seca e elevação do nível do mar. No quesito vulnerabilidade, entram aspectos como infraestrutura oferecida pelo país, situação das moradias, alimentação, parcela de pobreza da população e ganho salarial.
A estrutura governamental, assim como o serviço médico, a organização social e o sistema de alerta contra catástrofes são itens considerados como capacidade de responder a um evento natural. Por último, a capacidade de adaptação leva em conta a dedicação à pesquisa, o nível de formação escolar dos países, proteção climática, estratégias e investimentos.
“Eventos naturais extremos não precisam se tornar, necessariamente, uma catástrofe. O risco não depende apenas da ameaça natural, mas os fatores sociais e econômicos são determinantes”, comenta Peter Mucke, diretor da associação Entwickung Hilft (Desenvolvimento Ajuda), organização que trabalhou na pesquisa.
Dois acontecimentos recentes ilustram bem a avaliação feita no relatório. O Japão, por exemplo, é um país bastante exposto a riscos de acidentes naturais numa comparação global – até mais que o Haiti. Abalado por um dos terremotos mais violentos da história, o país registrou 28 mil mortos, enquanto que, na ilha caribenha, o número de vítimas fatais chegou a 220 mil.
“Essa diferença na dimensão dos efeitos catastróficos de tais eventos naturais revelam os diferentes tipos de vulnerabilidade dos países, que é um importante item considerado no índice”, diz o relatório. No ranking, o risco no Haiti é considerado “muito elevado” e no Japão “alto”.
Posicionado como o 25º país mais expostos a riscos, o Chile sofreu com o abalo sísmico de fevereiro de 2010. Apesar da magnitude de 8,8 graus na escala Richter, o terremoto tirou a vida de 562 cidadãos. Segundo o Relatório, nesse caso, a administração federal teve um papel importante na reação rápida ao evento natural devido à eficiência do setor público e à política anticorrupção do governo, considerada boa.
Os autores do estudo afirmam que, desde os anos de 1960, as instituições governamentais chilenas se preocupam em melhorar o setor da construção civil. “As estruturas dos prédios mais estáveis, pelo menos nas novas construções, devem ter sido um motivo importante para que o número de mortos fosse pequeno”, conclui o texto. As tecnologias inovadoras contra catástrofes e a aplicação regular de treinamentos também são pontos ressaltados.

Reflorestar não resolverá problema do aquecimento, diz estudo

 Fonte: Portal Terra
Apesar de que as florestas são importantes sumidouros de carbono, os projetos de reflorestamento só terão um impacto limitado no aquecimento global, destacou um estudo publicado este domingo (19) na revista científica Nature Geoscience.
Vivek Arora, da Universidade de Victoria, no Canadá, e Alvaro Montenegro, da Universidade de St. Francis Xavier, também no Canadá, desenvolveram cinco modelos de reflorestamento durante 50 anos, de 2011 a 2060. Os cientistas examinaram seus efeitos no solo, na água e no ar se a temperatura da superfície terrestre aumentasse 3º C em 2100 com relação aos níveis pré-industriais de 1850.
O resultado demonstra que, mesmo se todas as terras cultivadas do mundo forem reflorestadas, isto só bastaria para reduzir o aquecimento global em 0,45º C no período 2081-2100. Isto se explica em particular porque precisa-se de décadas para que os bosques sejam suficientemente velhos para captar o CO2 que fica estancado durante séculos na atmosfera.
Um reflorestamento de 50% das terras cultivadas só limitaria a elevação da temperatura em 0,25º C. Evidentemente, nenhuma destas projeções é realista, uma vez que as terras cultivadas são essenciais para alimentar a população do planeta, onde em 2050 viverão 9 bilhões de pessoas.
Segundo os outros três modelos, reflorestar as regiões tropicais é três vezes mais eficaz para “evitar o aquecimento” do que fazê-lo em latitudes mais elevadas ou em regiões temperadas. Os bosques são mais escuros do que as terras cultivadas e, portanto, absorvem mais calor. Plantar florestas em um solo coberto de neve ou de cerais de cor clara diminui o denominado “efeito albedo”, que é a quantidade de luz solar refletida do solo para o espaço.
“O reflorestamento em si não é um problema, é positivo, mas nossas conclusões indicam que não é uma ferramenta para controlar a temperatura se gases de efeito estufa continuarem a ser emitidos como se faz atualmente”, disse Montenegro.
“O reflorestamento não pode substituir a redução de emissões de gases de efeito estufa”, concluiu o estudo. O desmatamento, sobretudo nas selvas tropicais, é causador de 10% a 20% das emissões de gases de efeito estufa do planeta.

sábado, 11 de junho de 2011

Rio ganhará primeiro parque eólico, com investimento de R$ 600 milhões

Fonte: 10/06 às 23h24 O Globo
RIO - Bons ventos estão soprando no Rio de Janeiro. No próximo mês, ou no mais tardar em agosto, será iniciada a construção do primeiro parque de geração de energia eólica de grande porte no estado, informa reportagem de Ramona Ordoñez. A SIIF Energias do Brasil, empresa do grupo CPFL de energia, vai construir o parque Quintanilha Machado no município de São Francisco do Itabapoana, no Norte do Estado do Rio.
O presidente da SIIF, Marcelo Picchi, informou ao GLOBO que a unidade terá 135 megawatts (MW) de capacidade, energia suficiente para suprir o consumo de uma cidade com 500 mil habitantes. Serão investidos R$ 600 milhões, e o empreendimento deve entrar em operação durante o evento mundial Rio+20, em 2012. Durante as obras, serão gerados cerca de mil empregos. Em funcionamento, serão 300 vagas.
- É o projeto mais importante da empresa, de uma energia limpa, e que vai beneficiar a região, que é bem pobre - destacou Picchi.
Redução de 100 mil toneladas anuais de CO2
A empresa, adquirida pela CPFL em abril, estima que o parque eólico proporcionará a redução de 100 mil toneladas anuais de emissões de CO2.
O executivo explicou que para iniciar as obras só falta a companhia receber a Licença de Instalação (LI) do órgão ambiental do governo do Estado do Rio, que é esperada para a próxima semana. Na mesma semana, a companhia aguarda também a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para assinar o contrato com a Eletrobras, holding do setor elétrico.
A autorização da Aneel é de prorrogação do prazo de entrada em operação da usina, que originalmente estava prevista para 2010. O executivo da SIIF explicou que o atraso na execução do projeto se deveu à mudança do local de construção. Originalmente, seria instalado em uma região próxima ao aeroporto de Cabo Frio. Devido a problemas de segurança levantados pela Infraero, foi necessário que se buscasse uma outra localização, o que exigiu novos estudos sobre a velocidade dos ventos.

China promove evento em busca de parceiros em energia eólica

Encontro vai reunir fabricantes e investidores para fechar negócios em todos campos relacionados à fonte
Da redação - jornal da energia

Crédito: GettyImages
O governo da Mongólia Interior, na China, e empresas locais de energia, em conjunto com entidades do setor elétrico, vão realizar, entre 1 e 3 de julho, um encontro de investidores em parques eólicos. Segundo os organizadores, o evento terá como principal objetivo fechar parcerias entre agentes chineses e companhias estrangeiras para a geração a partir do vento.
A convenção promete reunir interessados em transferência de tecnologia, compra e venda de equipamentos, pesquisa e desenvolvimento, investidores, bancos de fomento e membros de governos. Os promotores afirmam que mais de 60 empresas confirmaram presença - entre elas a indiana Suzlon, a dinamarquesa Vestas e a chinesa Gold Wind.

Global Forum on Wind Farm 2011(GFWF2011)
China International Wind Partnership Dialogue
  1-3 July 2011, Hohhot, Inner Mongolia, China